Algumas Palavras Graves – Sérgio Vieira de Melo

De Roma o Núncio, criatura dócil, homem ágil, fala fácil, feito um cônsul, solista cantou uma ária, foi a Sérvia, passou na Rússia e também na Bósnia.

Na Índia, em Nova Délhi, gastou muita Rúpia e chegou ao Jardim do Éden, que ficava na Síria, no Oriente Médio, entrou no pátio, distribuiu hóstia e muita bênção. Pelo seu lábio, falou de Jesus mártir, um grande gênio, batizado na água, julgado no fórum, condenado no júri por Pôncio, no império de César, profetizou na sua língua: Não acumule mágoa, a vida concede bônus, mas, cobra o ônus.

Visto no álbum: A gema de âmbar, o grão de pólen, a força do ímã, o orgânico húmus, o fogo da fênix, da luz a réstia, do peixe o fóssil e a figura do réptil, que parece tão frágil. Bicho da seda é bômbix e é muito útil na cadeia têxtil.

Por dentro do tórax, o estreito cólon, neste órgão, igual um túnel, morava um vírus, ou pior, um câncer e gera uma ânsia

Os filhos de Sérgio são: Dário e Róger, que gostam de tênis, andam de táxi e brincam no sótão. Os amigos: Mário e Régis, os fora de série. A amiga Íris, de beleza ímpar. A Lívia, menina órfã. A Rúbia, de tez rósea Núbia que tem bela cútis e Cármem, tão fútil.

Azul é o lápis, como o cristal de ônix: unhas da Deusa de Vênus.

Pênis, sêmen, ânus e hímen, são palavras censuradas pelo cânon.

Observação: Dissílabos, paroxítonos acentuados.

Bom Jardim – JUN. 09, 2013